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Recanto do Poeta

Um mestre maranhense, dos pés à cabeça

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24/07/2017 09:31h

Por Herbert de Jesus Santos


O poeta, campeão de São Luís, está fazendo falta, há oito anos

Do outro lado da linha, ao celular, na tarde dessa segunda-feira de julho, o professor de Comunicação Social da UFMA, Nílson Amorim, anunciou que o título Pé de Conversa, de Nascimento Morais Filho (Zé Morais), ganharia reedição do Centro Cultural Nascimento Morais, para ser lançada na 8.ª FeliS (Feira do Livro de São Luís), da Prefeitura, através da FUNC, em outubro. Aí, solicitou meu comentário sobre a obra, para uma página que não deixa passar em branco a data natalícia do inesquecível poeta, professor e ecologista conterrâneo, em 15 de julho.

Não sendo uma incumbência das mais fáceis, foi o próprio reverenciado, em seu prefácio do livreto de 1957, quem me favoreceu: "Esta não é uma edição do Pé de Conversa, mas apenas um índice original - pelas trovas populares que compus. Uma e outra que fujo (de uma crendice ou um costume, ou pensamento filosófico do povo), e que, no entanto, continuo dentro do ambiente natural". Evidenciou que trazia "11 ilustrações de bico-de-pena do grande mestre de arte pictórica do Maranhão, Newton Pavão", e que nelas foram abordados temas, como quebradeiras de coco, a palmeira do babaçu com suas utilidades, tambor-de-crioula, etc. Reluziu: "É a primeira vez, no Maranhão, que se publicou um trabalho com uma visão geral do folclore maranhense. Reproduzir na escrita, a sintaxe e a pronúncia popular. Estas trovas, brevemente, serão impressas em azulejos."

Em vista disso, voltei-me a fim de que viria a calhar para a vida cultural maranhense, se o Zé Morais Patrono da próxima FeliS, até mesmo para a comprovação de que ele, em qualquer plano, é mesmo duro na queda. Por um triz, não foi o da dos 400 Anos de São Luís, contra o qual forças ocultas manjadas, aqui, tramaram tanto que a Feira do Livro só aconteceu em dezembro, no Ceprama, depois que solicitei ao jornalista, médico, ali, vereador Chico Viana, em nome dos escritores mais sinceros e familiares dele, e que o prefeito teria feito o eco dos que amam nossa terra de verdade, todos medidos na advertência de Shakespeare, o mais celebrizado filósofo e teatrólogo inglês: "Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam as pessoas grandes, é a sua sensibilidade sem tamanho"! Ou na conta do eternizado poeta chileno e Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda, referindo-se a si, e na parte em que toca ao nosso Nascimento, que propuseram sempre a vida, que não poderiam falecer: "A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós, enquanto vivemos."

A estatura do universal Zé Morais ilhéu - (José do) Nascimento Morais Filho nasceu em São Luís, a 15.7.1922, e cedo privilegiou as preciosidades da alma telúrica, com a criação do Centro Cultural Gonçalves Dias, em efervescência intelectual. Em 1955, estreou com Clamor da Hora Presente (poesia), em que pautou suas ações éticas e do bom combate. Biblioteca itinerante, anos a fio, ilustrou com sua presença nossos matutinos, e, no início dos 1980, fundou o Comitê de Defesa da Ilha, com outros ouros, e abriu uma guerra sem cartel contra a Alcoa-Alumar, na Ilha, que foi obrigada a melhorar seus dispositivos antipoluentes. Foi homenageado pela maior organização de proteção ecológica da Terra, Greenpeace, cujo navio ancorou no Porto do Itaqui, a 4.11.1994, para a condecoração do excelso aliado maranhense à causa global, em sua residência, no Beco do Couto.

Um baluarte (genial e genioso) em várias línguas - A atuação de Zé Morais, na nossa vida literária e cultural, por extensão, fez com que ele fosse traduzido para o inglês, francês, belga e alemão, além do prestígio da nata da inteligência brasileira. Com uma portentosa bibliografia, nas FeliS dos próximos anos, ele se faria presente, em conferências e relançamentos das suas publicações.

Um dos fechos de ouro para ele - Foi membro do IHGM, e renunciou à cadeira 37 da Academia Maranhense de Letras (AML), porque, no dia 7.7.1979, elegeu o ex-governador Pedro Neiva de Santana, médico, sem um livro nem pra remédio. Seu passamento se deu a 26.2.2009, aos 86 anos, em São Luís, quando foi alvo de necrológios do Maranhão, do Brasil e do Mundo! E eu achei em José Neres, escritor e professor, da AML, pós-graduado em Literatura Brasileira, um fecho de ouro, em que Zé Morais é "ipsis litteris": "Nascimento Morais Filho é um daqueles nomes que só fizeram bem às letras e à evolução da pesquisa no Maranhão. Esperemos que seu nome não fique esquecido das gerações futuras e que suas obras possam ser lidas por jovens e adultos em futuras edições, um modo de preservar a memória desse homem que tanto lutou para que nossa terra tivesse sua própria memória."

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