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Recanto do Poeta

Participação na 12ª edição da FELIS

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27/11/2018 08:50h


Professora, escritora e poeta, Arlete Nogueira da Cruz Machado, viúva do homenageado.

Homenagem na minha participação mais uma vez na FELIS

Compartilhar ideias, opiniões, pesquisa ou inquietações. São Luís (FeliS) é o maior evento literário do estado e o ambiente ideal para isso. Tanto que houve 70 lançamentos de livros de escritores e poetas locais, estaduais e nacionais até o final do evento, último domingo (25), no Multicenter Sebrae. A FELIS mais uma vez - desta feita a 12ª edição - foi realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio das secretarias de Cultura (Secult) e Educação (Semed), correalização do Serviço Social do Comércio (SESC) e Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Maranhão (SEBRAE).

"Os livros são um suporte de transmissão de conhecimento. Convivemos com eles há muito tempo e, mesmo com o advento das novas tecnologias, este suporte não perdeu seu uso. A 12ª FeliS, organizada pela gestão do prefeito Edivaldo, permite ao público conhecer tanto livros quanto autores em momentos de debates, que contribuem para o entendimento do contexto político, econômico e cultural contemporâneo. Convidamos os ludovicenses a aproveitarem esta oportunidade de aprender mais sobre literatura", destacou o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão.

Mais uma vez - a convite - tive a oportunidade de participar, no último domingo, 25, da Feira do Livro de São Luis Maranhão, evento que, para mim, particularmente, ratifica a produção literária de um povo que teima a cultuar o carácter mais existencial no contexto personificado da maranhensidade, à ação e difusão de sua produção: a Literatura. Nesta oportunidade, prestei homenagem a um dos maiores poetas de todos os tempos da poesia moderna brasileira, o maranhense Nauro Machado. O livro intitulado "Nauroemcidade" foi prefaciado pela professora e difusora em blog " Textos Encantadores ", da literatura caxiense, Francisca Girlene.

Por Francisca Girlene.

O Livro "Homemcidade" do escritor e poeta caxiense Wybson Carvalho

Nada mais nobre a atitude do poeta Wybson Carvalho, em dedicar o seu livro HOMEMCIDADE, em memória do amigo Nauro Machado, escritor ludovicence, considerado um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos.

Wybson Carvalho tem o dom de transformar tudo ao seu redor em poesia. Num processo de lapidação das impressões do meio exterior, escreveu com maestria os belos poemas que compõe essa obra literária.

Há alguns anos, o poeta Nauro Machado teceu as seguintes palavras sobre a produção poética do amigo:

"O poeta Wybson é senhor de uma dupla abrangência: a da tradição que lhe antecede e resguarda o verso e a da vanguarda que, contemporânea de um processo sempre a advir, o impele à modernidade do canto.

Sem se intimidar com a tradição imposta por Gonçalves Dias, sabendo-a, como toda tradição, uma túnica a ser usada sobre outros ombros, e sem fugir às experimentações do novo, abrangendo-o pela rara feição do moderno, Wybson consegue um equilíbrio entre o que foi e o que será. Sobre aquilo que é, nesses versos que lhe são agora um ponto de onde seguir para mais amplos oceanos, constrói ele, atualmente, um modelo inicial de engenharia imagética e de fazer lírico.

Seus versos têm, na síntese capsulada das imagens, um impressivo ritmo de urgência e imediatez: flashes momentâneos de um homem a revelar-se em angustia e pensamento pela necessidade do canto. São estes poemas, a realidade arrancada de uma cidade que teima em cultuar o velho, sem aprender e dar vazão ao novo, que vive, contudo, graças a poetas como este Wybson, testemunha privilegiada de uma nova hora e de um mais amargo e, no entanto, maravilhoso tempo", escreveu Nauro Machado.

No poema "dedução à igualdade", o sujeito lírico apresenta uma marca autobiográfica, enrustida e cética sobre a vida: "aprendi de mim e do mundo o quê? /eu; para mundo sou poeta sujo... /e o mundo em mim; um poema imundo!"

Surpreendendo com o seu talento e autenticidade, no poema "etária natural", o autor aborda as fases da vida e descreve como inevitável a cessação da nossa caminhada terrestre: "nutre-me de alimento/para a corpulenta matéria, existir em tempos... /eis, a estratificada pirâmide da vida:/nascer à criancice,/crescer à adolescência,/amadurecer em adulto/e morrer pós-velhice!".

Ao amigo Nauro, escreveu um belo poema com o mesmo titulo do livro "Homemcidade", onde a ideia da imortalidade é apenas uma das faces da poesia. A vida nos foi dada por um gesto onipotente. Deus formou o homem do pó da terra, quando morremos, nosso corpo volta ao pó novamente: "o sal que se esvai e banha essa ilha... /o barro escondido na construção desse patrimônio cultural da humanidade... /eis, o que o homem é... /eis, onde homem está... /eternamente, São Luís do Maranhão...! /agora: o homem, o poeta e a cidade estão completos /e se contemplam em si próprios!".

Em suma, o livro "Homemcidade" é para ser lido, sentido, demorando-se em cada palavra, cada verso. Nele o autor apodera-se de uma gama variada de recursos poéticos e consegue nos comover e sensibilizar com sua composição. Ler vagarosamente essa obra é importante, porque cada verso tem uma profundidade que lhe é própria.

*Francisca Girlene é professora de Língua Portuguesa e Literatura e tem um Blog: "Textos Encantadores"; em seus que tem ação e faz a difusão da produção caxiense dos diversos autores: escritores e poetas gêneros literários, respectivamente.

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