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Fábio Kerouac

Eu não pinto o cabelo como as putas velhas...

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26/04/2012 09:16h

Foi assim que respondi sem pensar a um togolês que trabalha como lavador de pratos no fim-de-semana no bistrô onde trabalho como um jack-of-trades (pau pra toda obra). Ali, onde ganho o meu pão e não pergunto sobre a vida ninguém, nem sobre o chifre do patrão, fui ironizado por causa da cor dos meus cabelos enquanto secava os talheres sentado em duas caixas de coca-cola impilhadas para descansar os meus pés que já não sentiam o chão... O africano de Togo havia notado os meus cabelos brancos, já em companhia dos meus ainda cabelos negros, e com um sorriso no rosto comentou o que meu espelho contempla todos os dias enquanto lavo o rosto e os dentes recuperados e embranquecidos artificialmente: du hast schon weisse haare (você já tem cabelos brancos)! Sim, eu já os tenho e vou deixá-los, pensei comigo e ataquei: Eu não pinto o cabelo como as putas velhas! Para amenizar o que pareceu uma resposta arrogante (e o foi!) eu confessei que meu irmão, um ano mais novo que eu, tem seus cabelos pintados, sempre que aparece um intruso, por sua esposa, que não quer ver velho o velhão... Não é o meu caso que não me importo em tê-los. Nem eu nem a minha esposa, que já os tem em abundância. Ela é a minha vovozinha e eu sou o seu lobo mau.

Para que correr atrás da chaupezinho vermelho se eu vou acabar comendo só a vovozinha? Não é assim na idade do lobo? Pois eu quero chegar a essa idade sem disfarçar e sem tentar enganar o tempo, pois ele tem sido um bom companheiro e não merece ser passado para trás...

E foi olhando para trás que saí de uma loja com 3 cds do Supertramp um dia antes do tal episódio que me deixou chateado por notar que envelhecer não é bem visto por alguns. Mas pelo que foi feito por alguns outros, hoje velhões, é que eu quero me sentir velho e manter os meus cabelos brancos como uma amostra da passagem do tempo que vivi e vivo sem medo ou vergonha de estar envelhecendo.

Ouvindo um dos cds do Supertramp, o Free as a bird, por exemplo, tenho "viajado" no tempo, para o ano de 1987, ano de lançamento do álbum em questão. Naquele ano eu era um jovem com 20 anos, com um bom emprego, baladas e rock`n`roll que eu pensava que não acabariam nunca. Naquele tempo eu não pensava que eu teria um dia 44 anos, como agora! Eu não pensava que eu teria cabelos brancos um dia, como agora! Eu não pensava jamais que eu estaria sem baladas, como agora!

Mas eu esperava que pelo menos o rock`n`roll me acompanhasse sempre onde eu fosse, velho ou não, jovem ou não... Pois isto aconteceu! Hoje ele e seus côngeneres me fazem sentir um velhão bem mais tranquilo e preocupado em viver mais alguns anos com meus, cada vez mais novos, cabelos brancos...

Só espero que respeitem meus cabelos brancos!

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