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Fábio Kerouac

Maconha na Garoa

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08/09/2011 08:28h

"me deram um cigarrim pra fumar
menino como eu gostei"


Pedra de Responsa (Zeca Baleiro)


Essa é um história baseada em pequenos fatos reais...

2011... sempre que vem o dia 7 de setembro eu me lembro dessa data com um certo carinho, não pelo fato de comemorarmos o dia da independência do brasil, e sim por me transportar para o ano de 1987, o ano da minha iniciação na cannabis sativa, mais conhecida como maconha. esse meu primeiro contato com as drogas (diamba não é droga, é erva!) foi num dia 7 de setembro, em 1987.

1987...garoava em sampa desde cedo e só alguns gatos pingados se arriscavam sair pelas ruas do parque das árvores, o bairro onde eu morava. depois do almoço chamei meu irmão e descemos do edifício tulipa, onde morávamos na quadra 14, e fomos à quadra vizinha, a 13, visitar o augusto e o fonfo. o primeiro não estava, o segundo desceu do prédio onde morava, mas antes ele ligou para o donizete, um amigo com quem estudei o segundo e o terceiro ano do colegial técnico de eletrônica no colégio católico jesus maria josé. donizete chegou 20 minutos depois vindo da vila são josé, onde morava.

Nos reunimos no canteiro de plantas que dividia as ruas em frente as quadras 12, 13 e 14, bem em frente desta, em torno do fusca do donizete. conosco ouvia the dark side of the moon do pink floyd no toca-fitas do carro do doni, o inquelino, era assim que nós chamávamos um novo morador da quadra onde eu morava, o pai dele fazia batidas em casa. ele se uniu a nós na garoa que insistia em cair... ele nos trouxe uma batida dentro de um grande litro de coca cola. a batida não demorou pra acabar e ele foi buscar mais uma e quando voltou fonfo sacou do bolso um bem elaborado baseado, um bru-bru-bru, como augusto apelidou a cannabis sativa. ela foi acendida e o inquelino deu um pulo de alegria:
- agora o negócio vai ficar bom! e foi logo tomando do fonfo para dar uma tragada...
- eu não quero... defendeu-se donizete.
meu irmão ficou calado tomando um pouco da batida. meu irmão sempre foi o cara certinho da família.
- eu vou provar, fonfo, disse eu.
"bem vindo ao clube, fabinho". fabinho era como eu era conhecido no parque das árvores.
recebi o bru-bru-bru do fonfo e traguei como quem fumava um cigarro comum.

"não é assim, não, fabinho. tem que prender a fumaça na boca e deixar ela subir pra cabeça", explicou fonfo e tentei de novo com algumas tossidas. na terceira tentativa "viajei"... confesso que não vi discos voadores!

No dia seguinte eu, fonfo, augusto e belo (os anti-heróis da zona sul*) fomos pra linha do trem dar um tapa na macaca. a linha do trem ficava somente 300 metros distante da entrada da quadra 14. ela ficava num morro, que dividia o parque das árvores do bairro grajaú. dali de cima, onde fonfo mais uma vez sacou um cigarrim, notei que a partir daquele momento eu via o mundo de uma outra forma...

*augusto, fabinho, fonfo e belo (os anti-heróis da zona sul) é o título de um livro que iniciei no qual será ambientado nos anos 80 e protoganizado por 4 jovens da periferia paulistana.

Nota do autor: eu vou fumar um cigarrim sempre e quando eu bem entender (a última vez foi em maio de 2009), mas paradoxalmente sou veemente contra a legalização da maconha ("não exijam coerência de um artista", glauber rocha). estou do lado da lei quando reprime o tráfico de drogas (maconha é erva, e não droga!), assim ela protege as crianças e os jovens.
agora, seu delegado... o senhor devia dar um desconto pra nós, os velhões... é que já somos casos perdidos, né?

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