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Fábio Kerouac

O álcool me venceu...

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27/02/2012 09:37h

Tenho ouvido muito nos últimos dias Coming Back To Life do Pink Floyd. A música é do álbum The Division Bell e nela diz, por exemplo:Where were you when I was burned and broken (eu traduziria no meu péssimo inglês como: onde estavam vocês, quando eu estava "queimado" e "quebrado"?)... Eu dirigiria esta pergunta a alguns amigos como o Marcos Peter, o Dan Dan, o Cleutão, o Guiga (apesar de estarmos magoados um com outro), o Jorge Bastiani, o Jean Bezerra, que não vejo há muito tempo, o Etinho Lemos, o El Kabong, e a vários outros amigos de Caxias, que me conhecem e sabem do meu vício alcóolico... é que eu queria dizer a eles que o álcool me venceu...

Lembram aquela que diz "a volta dos que não foram...", pois eu acrescento a "palavra fudida, na sarjeta" (Manoel de Barros) "ainda"... é isto, ainda é a palavra que acrescento... é que ainda não fui desta pra pior porque penso nos amigos me chamando de volta para a vida...

Estou mais uma vez neste martírio porque saí por aí, por alguns cantos do mundo dizendo que "o álcool é o para o amante/que levo no peito/de nome hidrofante". Estes versos, do poeta ludovicense Nauro Machado, gritei, vociferei e esbravejei em mi Buenos Aires querido, em Sampa, em Lucena (Pb), em Kobe (Japão), em Londres, em Caxias, em Barcelona, em Berlin y en otros sítios por ahí...

Nauro Machado nao pôde e nem pode prever a morte, mas seus versos do poema Pietà demonstram a fragilidade dos poetas bêbados, que cambaleam e morrem dia a dia, pouco a pouco, pelas ruas de São Luís. Ou pelas ruas de Hamburgo. Eles, os bêbados/poetas caminham solitários de bar em bar em busca de amigos e eles nunca estão ali por perto, só o álcool... este está próximo, os amigos estão distante, além mar.

O álcool é a arma suicida do poeta, seu momento harakiri, sua dor somente sua, que não é compartilhada com ninguém, só com "su media naranja" (sua cara metade), que ainda o tenta salvar, sempre e sempre de uma morte que bate na porta insistentemente...

À morte ele tem mandado à puta que pariu todos os dias, mas ele precisa dizer isso também ao álcool, ao seu vício, à sua causa mortis... ao seu encurtamento de vida...

Tenho sido idiota e poeta, duplamente idiota por ser poeta e por não saber dizer não! Tenho que aprender a dizer sim à vida! Quero me levantar porque o sol saiu e ele bate na janela lateral...

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