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Fábio Kerouac

Mantenha distância

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15/03/2012 09:23h

a poesia é uma droga alucinatória mas forte que o lsd e o poder causa ao viciado delirius tremens desprezo da sociadade e a pena capital perigo! perigo! perigo! matenha distância do poema

L.A.Cassas

Ser poeta, um dom ou uma maldição? (20 anos de poesia)

Eu não segui os conselhos do poeta ludovicense Luís Augusto Cassas e me dei mal.

Eu bem que poderia ter mentido, mas numa tarde de principios de março de 1992 o poeta Renato Meneses me perguntou se eu gostava de poesia e eu disse que sim. No mesmo dia nos reunimos com o poeta Jorge Bastiani e o Ribinha, um funcionário da justiça do trabalho que gostava de poesia. A pergunta e a reunião foi na Livraria Graúna, de propriedade do poeta Meneses, e para a livraria eu ia diariamente ler aos poucos livros de graça sob "as bençãos" do meu amigo Marcos Peter, irmão do Renato, que tomava de conta da livraria.

As reuniões, que aconteceram até o final de março e acabaram com a transferência de Ribinha para São Luís, fez uma vítima, fez um novo poeta, fez um futuro ex-estudante de História... eu, que no mesmo mês comecei a escrever coisas inúteis("o poeta é um fazedor de inutensílios", Manoel de Barros). Essas inutilidades eu as colocava, eu fui o primeiro a fazer isso, nos murais esquecidos pelo tempo da unidade da Universidade Estadual do Maranhão de Caxias, onde eu estudava História. Tímido eu não colocava meu nome nos poemas, eu assinava como Kerouac (uma homenagem ao profeta da beat generation, Jack Keroua), que poucos meses depois do primeiro poema foi incorporado ao meu primeiro nome... nascia ali Fábio Kerouac.

A partir daquele momento o mundo mudou pra mim. Eu não quis ser mais estudante de História, eu queria ser poeta. "Ser poeta e escritor não é profissão", já havia dito o poeta Fernando Pessoa, mas mesmo assim eu queria porque queria não fazer coisas normais: fazer um curso universitário, pegar um canudo, ir pra sala de aula ensinar, arrumar uma cara metade, casar, ter filhos, fazer greves por aumento de salários e sonhar com a aposentadoria...

Tentei levar vida dupla, fui estudante de História vagabundo e poeta idem. O segundo se sobrepôs ao primeiro e passei 9 anos na universidade para fazer metade das disciplinas do curso, que me levou à Caxias, à terra do poeta Gonçalves Dias.

Vinte anos depois vejo o que fiz e vejo que não tenho remorso algum. Tenho três livros publicados: Versos de Amor (1996), em parceria com Jorge Bastiani e Renato Meneses, Versos Colhidos no Orvalho (2003) e Ein Brasilianischer Dichter in Hamburg/Um poeta brasileiro em Hamburgo (2010)... e tenho uma conta no vermelho no Citibank. Fiz várias performances poéticas em diferentes cidades, tais como Ouro Preto, Fortaleza, São Paulo, João Pessoa, Belém, São Luís e Caxias e não fiz nada que pudesse ter me levado ao paraíso onde esperam as 7 mulheres virgens. Juntei várias pessoas diante de poemas de Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Manoel Bandeira, Fernando Pessoa, Cassas, Nauro Machado, Gonçalves Dias, Pablo Neruda entre outros e não juntei um trocadinho para quando chegar o esquecimento a que são levadas as pessoas que não querem perder o gás.

E tudo isso, todos esses anos, todas essas experiências, ora boas, oras ruins, todas essas lutas em nome da poesia valeram a pena? Será que contribui para mudar o mundo tendo a poesia como "arma"? Com a poesia não mudei p... nenhuma! Não causei nenhuma revolução, não derrubei nenhum governo e nem o preconceito que muitos têm contra os poetas. Se tem algo que valeu a pena quem pode falar é a poesia, já que para ela valeu a pena ter alguém sempre à sua disposição, na alegria e na tristeza, dia e noite, nos palcos e nas ruas... estupidamente e loucamente de 4.

Não sei se tenho o que comemorar nestes 20 anos, mas como costuma dizer um velho amigo: eu nunca vi ex-puta, eu nunca vi ex-viado, eu nunca vi ex-ladrão... e eu nunca vi ex-poeta! A maldição continua, go ahead!

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