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Jotônio Vianna

Simpatia espontânea

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13/04/2014 12:00h

É recorrente a tentativa de formação de um grupo político-partidário alternativo em Caxias às vésperas dos pleitos eleitorais. Mesmo em tempos de 'paz', volta e meia as conversas e/ou as articulações para a consecução da ideia renascem nos bastidores regionais. Mas as ações sempre esbarram na pergunta crucial: quem lideraria o grupo a ponto de este se tornar de fato uma opção política potencial na Princesa do Sertão?

Da segunda metade do século passado até início do século XXI, por aqui vigorou com força a predominância da simpatia espontânea na escolha de um partido ou de uma figura política em particular. Na década de 80 do século XX, quem melhor soube canalizar para si a chamada simpatia espontânea foi o ex-prefeito Paulo Marinho, então um jovem promissor com discurso de fácil apreensão do conteúdo pelo eleitorado. Naquele tempo ainda vigorava a divisão do eleitorado no simbolismo já decadente das velhas Arena I e Arena II, impostas pela Ditadura Militar e ambas controladas no estado pelo oligarca José Sarney (PMDB).

Dessa forma, apresentando-se como o novo, embora embalado pelo sistema sarneyzista, Paulo Marinho derrotou o ex-prefeito Aluízio Lôbo e as demais forças que a ele se agregavam ou que faziam de conta combater o mitológico 'Tenente'. O reinado de PM durou de 1993 a 2004 quando foi fragorosamente vencido pelo consorciado político em torno do ex-prefeito Humberto Coutinho (PDT), este um idem remanescente das mesmas origens conservadoras que cresceram na Princesa do Sertão sob a tutela ditatorial.

Poder

De 2004 para cá, lá se vão quase 10 anos, só deu grupo Coutinho. Do antigo consorciado que apoiou HC na vitória de 2004, desse entremeio até hoje, aos poucos, o poder se concentrou cada vez mais nas mãos da família.

Cacique

.É possível assegurar ainda que o ex-prefeito HC retirou paulatinamente a influência eleitoral dos aliados de 2004 e a transformou da condição de dependência em autonomia política individual. Assim passou ele próprio a ser o cacique eleitoral da região.

Outro lado

.No outro lado do campo de guerra se manteve Paulo Marinho e família. Mas com uma diferença: o eleitorado fiel, aqueles simpatizantes espontâneos, do grupo Marinho foram diminuindo pela força incontida do tempo.

Energia

.Na maioria, os mais fiéis e aguerridos eleitores do clã Marinho tem hoje idade avançada e já não dispõe da mesma energia para brigar pelo líder nas ruas.

Outsider

.Agora, no palco, está o jovem Leonardo Coutinho (PSB), um legítimo 'outsider' que, da noite para o dia, foi entronizado no poder graças à mesma potência eleitoral de HC a que me referi acima.

Herdeiro

.No entanto, para ser efetivamente reconhecido como o herdeiro político do tio, Léo Coutinho ainda precisa firmar seu próprio estilo e imprimir no governo a imagem de suas crenças e valores.

Suscetibilidades

.Eis aí o drama que persegue o prefeito: firmar-se sem ferir suscetibilidades e ainda sem fazer notar que é diferente do tio nos aspectos que mais considera essenciais para ele próprio sobressair-se como líder.

Massa

.Uma missão complicada e difícil porque na essência o governo municipal é composto exatamente de uma massa de gente que acha que o ex-prefeito Humberto Coutinho é o único que a compreende.

Barco

.O próprio 'Galeguinho' é ciente da sua 'insustentável leveza de ser', mas vai tocando o barco e quebrando os procedimentos que considera necessário quebrar.

Sentido

.Mas todo esse 'exercício' só se encaixa ou faz sentido com o editorial da coluna na medida em que os que sonham em criar uma terceira via consigam ter sucesso, caso contrário a dualidade Coutinho e Marinho os fará desaparecer de novo.

Estagnação

.A turma da terceira via, porém, acredita que pelo fato de o grupo Marinho ter envelhecido e o grupo Coutinho não ter avançado no eleitorado mais jovem, como esperava com a eleição de Léo Coutinho, ambos estagnaram e seria a hora de um grupo novo surgir. Irá surgir?

GONZO

Vespeiro - O promotor de Justiça Fábio Miranda talvez não tenha a exata ideia do vespeiro no governo se Léo Coutinho acatar a recomendação para acabar com o chamado plantão simultâneo, o que é feito em mais de um local de trabalho por um mesmo médico. Dizem as boas e más línguas que seria desse plantão simultâneo que se alimenta suntuosamente bem um grupo de profissionais da área com forte ingerência política no governo. São os amigos dos amigos do rei!!!. E cujo esquema nem o ex-prefeito HC conseguiu quebrar exatamente por causa das relações políticas e de amizades que se sobrepõem a qualquer orientação externa!!!

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