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Sebastião Nery

Parque de diversões

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04/08/2010 09:19h

João Goulart, presidente do PTB, assumiu o Ministério do Trabalho em junho de 1953, no segundo governo de Getúlio Vargas. Os militares da UDN começaram a conspiração que acabou no Manifesto dos Coronéis, redigido por Bizarria Mamede e Golbery do Couto e Silva e assinado em primeiro lugar por Amaury Silva, exigindo a derrubada de Jango, que Getúlio afinal aceitou, em 22 de fevereiro de 54.

Murilo Mello Filho, colunista político da revista "Manchete", telefonou ao deputado goiano Anísio Rocha, amigo do marechal Dutra e foram os dois à rua Redentor, em Ipanema, no Rio, para verem se o calado ex-presidente dizia alguma coisa:

- Presidente, o que o senhor achou do Manifesto dos Coronéis?

- Não achei nada, meu filho. Li nos jornais, mas não achei nada. Não vou falar, não. Não ajuda. Aliás, nem li os jornais direito, porque esta noite entrou aqui em casa um ladrão e me atrapalhou a manhã.

DUTRA

Murilo viu uma pista para começar a conversa, o ladrão:

- Então o senhor me conta como foi a história do ladrão.

- Mas, meu filho, uma revista tão importante ficar preocupada com história de ladrão? Não foi nada demais. Ele entrou, pegou algumas coisas e foi embora. Só isso. Não teve importância.

Então, presidente, voltemos ao manifesto. O senhor acha que os coronéis vão derrubar o Jango do ministério do Trabalho?

Dutra ficou calado, pensou um pouco, sorriu:

- Olha, Murilo, é melhor falar do ladrão.

E voltou ao ladrão.

CAMPANHA

Com o Brasil foi exatamente o contrário. Passou dois meses entre a Copa do Copo, a telefaturagem das cervejas, patrocinada pela CBF, pelo guerreiro brameiro Dunga e pelas televisões, e o crime do Bruno, 8 homens e 2 mulheres para matarem e esconderem o corpo de uma pobre menina-chuteira. No Nordeste, para esse tipo de hediondez basta um. E agosto chegou no domingo com dois meses de emoções eleitorais em prazo marcado. Daqui a 3 de outubro os ladrões vão perder espaço. É hora dos manifestos dos coronéis do voto. E a imprensa, sobretudo a televisão, começou excitadíssima, querendo faturar logo no primeiro instante, antes de as coisas ficarem mais claras e menos negociáveis.

Têm sua vantagem de divertirem o público. Mas por que discriminarem e proibirem a concorrência dos outros?

NA TV

Sábado à noite, ainda na véspera do primeiro mês eleitoral, o programa "Fatos e Versões", geralmente sóbrio, soltou a franga. Se o "Casseta e Planeta", o CQC, o Pânico, estão proibidos de fazer suas gracinhas, geralmente inocentes, com os candidatos, por que um "Parque de Diversões", visivelmente editado no Comitê da Dilma, pode?

Estavam excitadíssimos. Parecia uma parada gay. Durante uma hora, falaram na Dilma mais de 50 vezes. No Serra, duas. Na Marina, nenhuma. No Plínio de Arruda Sampaio e outros nanicos nem pensar. E a Globo teve a cara de pau de editar um "caderno de regras" para o jornalismo na campanha. Que igualdade de tratamento é essa?

PINEL

É um carrossel eleitoral. Já na noite de domingo, lá vinha o "Painel". Cortaram logo o "a". E o William Waack voltou aos gloriosos dias de telegeneral na invasão do Iraque. Os "debatedores convidados" só esquecerem de mostrar os crachás do Comitê da Dilma. Fantasiados de "cientistas políticos" e diretores de "institutos de pesquisas", falavam como se já estivessem em 4 de outubro, a eleição decidida, os vitoriosos proclamados.

O pior vai ser tolerar a "Globo News", a melhor coisa da televisão brasileira, dois meses violada e transformada em palanque eleitoral. Cito-a exatamente por seu nível jornalístico. Outras TVs certamente farão o mesmo. Se fosse a internet, tudo bem. A internet é o terreno baldio da liberdade. Cada um escreve e diz o que quer. Mas a TV é uma concessão pública, sujeita às regras da equidade da campanha na legislação eleitoral.

BANDITISMO

Domingo é dia de escândalo no governo e no PT. O desta semana é mais um dossiê, dessa vez de petistas contra o ministro Mantega, da Fazenda, e sua bela filha Marina. Acusam-na de lobista na área financeira, precisamente a do pai. E quem são os novos "aloprados"?

Nenhum pé rapado. É a fina flor do PT bancário, os capa-pretas de Lula, comandados pelo Ricardo Berzoini, ex-presidente do partido. Há o Sérgio Rosa, ex-presidente da Previ. Tudo pelo controle dos 150 bilhões de reais do Instituto de Previdência do Banco do Brasil, para impedirem que eles fossem cair sob a direção do ex-presidente do BB, o Caffarelli.

É uma história de banditismo puro. Diante deles, o Delúbio Soares era um santo. E já começaram a rezar a ladainha de Lula:

- Não sei de nada.

BOCA A BOCA

Conta o "Painel" da Folha que "ministros farão um corpo a corpo (sic) com parlamentares (do governo) na semana de "esforço concentrado". Na terça, o primeiro escalão de Lula participará de almoço com senadores aliados. Na quarta, será a vez do almoço dos deputados".

Isso não é "corpo a corpo". É "boca a boca".

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