NOCA - O portal da credibilidade!


04/02/2019 08:00h

Corpo ao ataúde

eis, ainda, sobre mim
o perfume das flores
tal qual cobertor a um corpo inerte
fugido da vida e seus odores...
haverá, pois, nele e dele - em fuga - um espírito
e o pós, aqui jaz, sem aroma
e a fétida putrefação
para a faminta metamorfose:
iguaria de tudo à alimentação do barro!

Sumiço

abandonado com tal desprezo
e deixado sem vigília alguma...,
que de si próprio e aos outros
foi desapercebido e despercebido
de existência nenhuma
por ele e por todos!

Ambiências

à celestial sempre nasce uma luz em FÉ:
dois olhos da DININDADE sobre nós
- o sol e a lua - abrem-se sempre
e, eternamente, iluminam a vida.
à infernal sempre nascem sete pecados:
orgulho, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça
compõem o roubar e matar - nutrem-se de trevas
e, cotidianamente, e apagam a vida!

Edificar

palmo a palmo, metro a metro
à verticalidade em busca do infinito espacial...
passo a passo, caminho a caminho
ao horizonte na certeza do finito solo propício e água navegável...
ir em frente, ao além!