15/03/2010 09:41h
A relação entre PT e PMDB está cada vez mais estreita. Depois da promessa de candidaturas na chapa da governadora Roseana Sarney, setores da legenda mais próximos do Palácio dos Leões já estariam acertando os detalhes finais do casório. A ala do partido que insiste em desfazer o romance ainda acredita na possibilidade da legenda abraçar outra candidatura na disputa pelo governo do Estado, mas a proximidade do encontro que definiram com quem o partido dividirá o palanque em outubro acelera as especulações sobre o a amarração do acordo. No trato estariam do lado do PT a o pedido do cargo de vice e também a vinda de dois postos no primeiro escalão do governo Roseana. Nos bastidores políticos circulam comentários de que uma das lideranças do partido, Rodrigo Comerciário pode comandar a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes). O momento para assumir a pasta será a reforma administrativa do governo. No começo de abril, os secretários que pretendem disputar as eleições em outubro deverão se desincompatibilizar, ou seja, deixar o cargo. O que abre espaço para outros nomes trabalharem nas pastas do executivo estadual.
A predileção por Comerciário na Sedes estaria fundada em dois argumentos. Um é a experiência dele com movimentos sociais. O outro é busca votos dos delegados eleitos pela chapa do petista no PED do ano passado. São 14 membros que participarão do Encontro Estadual de Delegados nos dias 26 e 27 deste mês. O evento define qual coligação será feita pelo PT no Maranhão. Se a legenda apóia o candidato a governador pelo PCdoB, deputado federal Flávio Dino, ou a base de alianças nacionais do presidente Lula. Na segunda proposta não aparece um nome para governador, contudo, até as paredes da sede do partido sabem que a movimentação de uma das alas do PT é em favor da peemedebista Roseana Sarney, com um vice-candidato petista.
Mesmo tendo assinado a tese que inclina-se para a direção de uma aliança com o PMDB, o petista argumentou que a proposta não defende uma reeleição da governadora ou união com a legenda, comandada no Estado pelo senador José Sarney, aliado de primeira linha do presidente Lula.
Como exemplo disso, ele ponderou que recentemente teve um encontro com o candidato do PCdoB. "Continuamos com as conversas. No documento não aparece o PMDB, mas os partidos da base do governo Lula. O PCdoB está lá, o PSB também. O documento conta inclusive com a assinatura de gente próxima ao Flávio Dino. Nada há nada definido. Somente nos dias 26 e 27 haverá um resultado", garantiu. O petista descartou qualquer possibilidade de assumir uma secretaria no atual governo. Rodrigo Comerciário tem planos para o pleito de outubro. "Eu vou ser é candidato a deputado. Não vou assumir nada. Não vou para pasta nenhuma. Vou disputar as eleições", disse.
Se a disputa de Comerciário será na esfera estadual ou federal caberá ao partido definir. Depois do encontro de delegados em março, o PT se reúne para definir candidaturas no final de maio.
Fonte: O imparcial