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Saúde

Prevenção da raiva é intensificada nas regiões de saúde de Caxias e Timon

Profilaxia da raiva é realizada com o uso de vacinas e soro.

Por: Secom/ Governo do Maranhão | Data: 09/10/2019 08:06 - Atualizado em 09/10/2019 08:07
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Equipe da Zoonoses capacita profissionais na prevenção da raiva
 

Todo caso suspeito de raiva humana é de notificação imediata. Portanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Departamento de Controle de Zoonoses, promove a prevenção da doença através de estratégias de rotina, campanhas educativas, controle de foco, bloqueio vacinal e envio de amostras para exame laboratorial, para monitoramento da circulação viral.

Equipe da Zoonoses capacita profissionais na prevenção da raiva

De acordo com Departamento de Controle de Zoonoses da SES, a profilaxia da raiva é realizada com o uso de vacinas e soro. Isto acontece quando os indivíduos são expostos ao vírus pela mordedura, lambedura de mucosas ou arranhaduras provocadas por animais transmissores da doença.

“A profilaxia e bloqueio da raiva ocorre quando há acidente com um animal que mordeu alguém, seja vacinado ou não. É preciso acompanhar o animal por 10 dias para verificar se ele vai manifestar os sintomas. Em caso negativo, a possibilidade de contaminação pode ser descartada.  Para o caso de cães e gatos com suspeita de raiva, a pessoa agredida deve iniciar esquema profilático com duas doses, uma no dia zero e outra no dia três e, se for possível, observar o animal durante 10 dias após a exposição. Após ser descartada a suspeita, suspender o esquema profilático e encerrar o caso. Se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, quem foi agredido deve completar o esquema até quatro doses. Aplicar a primeira dose no dia zero, a segunda no terceiro, as seguintes no sétimo e no décimo quarto dia”, explicou a chefe do Departamento de Zoonoses, Zulmira Batista.

A raiva é uma zoonose causada por vírus, que se caracteriza como uma encefalite de progressão aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e são, portanto, possíveis transmissores. A transmissão da raiva ocorre pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e, menos comumente, por arranhadura e lambedura.

De acordo com o Ministério da Saúde, existe quatro ciclos epidemiológicos na transmissão da raiva: ciclo aéreo (que envolve morcegos), ciclo rural (relacionado aos animais de produção), ciclo urbano (representado pelos cães e gatos) e ciclo silvestre (formado por saguis, cachorros do mato, raposas, guaxinins, além de outros animais silvestres).

Capacitação

Para reforçar a prevenção da raiva, o Departamento de Controle de Zoonoses, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou de 30 setembro a 2 de outubro, uma capacitação com cerca de 60 profissionais de saúde. Participaram agentes de endemias e de saúde da Unidade Regional de Saúde de Caxias e do município Timon, para intensificar a orientação sobre a identificação dos casos e seu manejo.

O treinamento foi oferecido a oito municípios: Afonso Cunha, Aldeias Altas, Buriti, Caxias, Coelho Neto, Duque Bacelar, São João do Sóter e Timon. Como parte da capacitação, a equipe da Zoonoses realizou uma etapa prática com treinamento de captura de morcegos. O objetivo foi aprimorar todas as fases do monitoramento da transmissão da raiva por morcegos hematófagos. As equipes de captura receberam roupa protetora, lanternas e luvas de proteção para execução do trabalho de campo.

“Todo bloqueio epidemiológico da região de Caxias já foi feito, com a vacinação de cães e gatos pelos agentes de endemias, ainda no mês de agosto. A SES está realizando o treinamento das equipes, captura de exemplares de morcegos para verificar se o vírus está em circulação nestes animais”, destacou Zulmira Batista.

O município de Caxias registrou no último dia 27 de setembro mais um ataque de raposa, totalizando 10 casos do tipo no ano de 2019. Foram quatro casos em humanos e seis em animais domésticos. Para todos os casos as medidas de profilaxia específicas foram adotadas. Morcegos estão sendo capturados para análise.

Zulmira Batista explica que as raposas têm perdido seu habitat natural. “Comumente, no Maranhão e na região do Piauí, este é o ‘tempo das queimadas’, para o início de roças e plantações, e com elas os animais como morcegos e raposas têm perdido seu habitat natural. Os animais acabam indo para mais próximo do homem. Por isso ampliamos a rede de bloqueio e de capacitação também para Timon”, completou.

Ações

O Departamento de Controle de Zoonoses tem o papel de acompanhar a vacinação dos animais domésticos e a situação vacinal dos municípios, por meio Unidades Regionais de Saúde; realizar a capacitação dos profissionais de campo e agente de saúde; promover educação em saúde para população, entre outros.

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